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segunda-feira, 27 de abril de 2009

Fugindo de Deus


“Jonas se levantou para fugir de diante da face do Senhor para Társis.” - Jonas 1:3

Porque razão as pessoas fogem de Deus? Será por raiva, decepção, desespero, desobediência, ou será uma teia de rebelião tecida pelos nossos próprios desejos?
O livro de Jonas revela um profeta que rejeitou a chamada de Deus para pregar a Sua palavra ao povo de Nínive. No 1º capítulo (v.3,10), lemos que Jonas rumou deliberadamente a Társis para fugir do Senhor. Ele sabia para onde ia e porque ia. Depois de lhe ter sido dada uma segunda oportunidade (3:1-2), Jonas pregou a mensagem de Deus, mas reagiu furiosamente quando o Senhor poupou a cidade arrependida (Jonas 3:10-4:2).
O livro termina com o Senhor a falar a Jonas sobre a Sua compaixão: "Não hei de Eu ter compaixão da grande cidade de Nínive?" (Jonas 4:11). Mas não há nenhuma indicação de que o profeta enfadado tenha mudado a sua atitude. O povo de Nínive arrependeu-se; mas Jonas não.

A história de Jonas deveria fazer com que cada um de nós fosse honesto sobre os seus sentimentos para com o Senhor. Será que abrigamos ressentimento pela Sua indulgência para com as pessoas que julgamos merecerem juízo? Será que nos esquecemos que Deus nos perdoou? Estaremos prontos a obedecer à Sua chamada e a deixar o resultado com Ele?

A história de Jonas sublinha as nossas reações em relação a Deus e mede a nossa prontidão em confiar n'Ele quando não entendemos os Seus caminhos.

► AGRADA MELHOR A DEUS AQUELE QUE CONFIA PLENAMENTE N'ELE.

Que Deus os abençoe

quarta-feira, 15 de abril de 2009

ATENÇÃO


A Rede Globo de Televisão tem colocado como tema principal em sua novela das 8h a música 'Simpatia Com o Diabo' (Sympathy for the Devil) . Colocamos disponível aqui a tradução desta música para que sirva como um alerta para toda a comunidade cristã. Desejamos que você tire suas próprias conclusões sobre este assunto, pois é por uma mensagem como esta, escondida atrás de uma melodia bonita, que os nossos filhos poderão ser atraídos.
Cuidado. O mundo espiritual é mais REAL do que podemos imaginar...



Sympathy for the Devil Simpatia Com o Diabo

Please allow me to introduce myself
I'm a man of wealth and taste
I've been around for a long, long year
Stole many a man's soul and faith

Por gentileza me permita me apresentar
Sou um homem de fortuna e requinte
Estou por aí já faz alguns anos
Roubei as almas e a fé de muitos homens


And I was 'round when Jesus Christ
Had his moment of doubt and pain
Made damn sure that Pilate
Washed his hands and sealed his fate


E eu estava por perto quando Jesus Cristo
Teve seu momento de duvida e dor
Fiz muita questão que Pilatos
Lavasse suas mãos e selasse seu destino



Pleased to meet you

Hope you guess my name
But what's puzzling you
Is the nature of my game


Um prazer em lhe conhecer
Espero que adivinhem o meu nome
Mas o que lhes intriga
É a natureza do meu jogo



I stuck around St. Petersberg
When I saw it was a time for a change
Killed the Czar and his ministers
Anastasia screamed in vain


Eu aguardei em São Petersburgo
Quando percebi que era hora para mudanças
Matei o Czar e seus ministros
Anastácia gritou em vão



I rode a tank
Held a general's rank
When the Blitzkrieg raged
And the bodies stank


Pilotei um tanque
Usei a patente de general
Quando as blitzkrieg urgiam
E os corpos fediam



Pleased to meet you
Hope you guess my name, oh yeah
What's puzzling you
Is the nature of my game, oh yeah


Um prazer em lhe conhecer
Espero que adivinhem o meu nome
Mas o que lhes intrigam
É a natureza do meu jogo



I watched with glee
While your kings and queens
Fought for ten decades
For the Gods they made


Assisti com orgulho
Enquanto seus reis e rainhas
Lutaram por dez décadas
Pelos deuses que eles criaram


I shouted out

'Who killed the Kennedys?' When after all
It was you and me


Gritei bem alto
'Quem matou os Kennedys?'
Quando afinal de contas
Foi apenas você e eu


Let me please introduce myself
I'm a man of wealth and taste
And I laid traps for troubadors
Who get killed before they reached Bombay


Permita-me por gentileza me apresentar
Sou um homem de fortuna e requinte
Deixei armadilhas para ministreis
Que morreram antes de chegarem a Bombaim



Pleased to meet you
Hope you guessed! my name, oh yeah
But what's puzzling you
Is the nature of my game


Um prazer em lhe conhecer
Espero que adivinhem o meu nome, oh yeah
Mas o que lhes intriga
É a natureza do meu jogo



Pleased to meet you
Hope you guessed my name, oh yeah
But what's confusing you
Is just the nature of my game


Um prazer em lhe conhecer
Espero que adivinhem o meu nome
Mas o que lhes confunde
É a natureza do meu jogo


Just as every cop is a criminal
And all the sinners Saints
As heads is tails
Just call me Lucifer
'Cause I'm in need of some restraint


Assim como todo cana é um criminoso
E todos os pecadores Santos
Como cara é coroa
Basta me chamar de Lúcifer
Pois estou precisando de alguma restrição



So if you meet me
Have some courtesy
Have some sympathy, and some taste
Use all your well-learned politesse
Or I'll lay your soul to waste, um yeah


Então se me conhecer
Tenha alguma delicadeza
Tenha a simpatia, e algum requinte
Use toda sua polidez bem aprendida
Ou deitarei sua alma para apodrecer



Pleased to meet you
Hope you guessed my name, um yeah
But what's puzzling you
Is the nature of my game, um! baby, get down


Prazer em lhe conhecer
Espero que adivinhem o meu nome, oh yeah
Mas o que lhes intrigam
É a natureza do meu jogo


Woo, who
Oh yeah, get on down
Oh yeah
Oh yeah!
Tell me baby, what's my name
Tell me honey, baby guess my name
Tell me baby, what's my name
I tell you one time, you're to blame


Diga-me baby, qual é o meu nome
Diga-me doçura, qual é o meu nome
Diga-me baby, qual é o meu nome
Lhe digo uma vez, é sua culpa



Ooo, who, who
Ooo, who, who
Oh, yeah


Diga-me baby, qual é o meu nome
Diga-me doçura, qual é o meu nome
Diga-me baby, qual é o meu nome
Lhe digo uma vez, é sua culpa


Ooo, who, who
Ooo, who, who
Oh, yeah


ESTÁ REFLEXÃO NOS FOI ENVIADA VIA E-MAIL PELO IRMÃO BENILDO. PAZZZZZZZ

domingo, 12 de abril de 2009

FELIZ PASCOA


Páscoa
Páscoa é renascimento...
É passagem...
É mudança e transformação...
É ser novo um mesmo ser
Que recomeça pela própria libertação.
Fica para tras uma vida cheia de poeira...
E começa agora um novo caminhar cheio de luz, de fortalecimento,
Esperanças renovadas,
E um arco-íris rasga o céu e balbucia que JESUS ressurgiu
para nos provar que o Amor incondícional existe,
assim como a Vida Eterna.

Feliz Páscoa!!

Abraços

domingo, 5 de abril de 2009

ESQUECENDO DEUS



“O que foi semeado em boa terra é o que ouve e compreende a Palavra; e dá fruto.” - Mateus 13:23

Um erudito famoso de nome de A. J. Heschel reconta uma história dos seus dias quando estudante em Berlim. Embora ele fosse um homem devoto, ficou tão absorvido pelas artes naquela cultura iluminada que um dia esqueceu-se de orar ao pôr-do-sol, como era sempre seu costume. Ele admite: "O sol tinha-se posto, a noite tinha chegado. Eu tinha-me esquecido de Deus."
A omissão de Heschel pode parecer secundária para nós, mas o seu zelo mostra que ele entendia a importância de se cultivar a vida espiritual.

Jesus contou uma parábola de um semeador, uma semente, e quatro tipos de solo (Mateus 13:1-9). A terra entre os espinhos representava aqueles que permitem que a Palavra de Deus nos seus corações seja sufocada pelos cuidados e prazeres do mundo sedutor (v.7,22).
É uma possibilidade perigosa para qualquer um que responde irrefletidamente à Palavra de Deus. O mundo pode induzir ao esquecimento da realidade e responsabilidade espiritual.

Será que permitimos que as atrações deste mundo nos impeçam de ler e meditar na Palavra de Deus? Esforcemo-nos fervorosamente por sermos como aquele que "ouve a Palavra, a entende, e dá fruto e produz" (v.23).
Quando o sol se puser hoje à noite, que não nos seja dito que nos esquecemos de Deus.

► A ORAÇÃO E A OBEDIÊNCIA A DEUS CULTIVAM O SOLO DE UM CORAÇÃO ENDURECIDO.

Que Deus os abençoe.

segunda-feira, 30 de março de 2009

DO SENHOR VEM A VITÓRIA!


Do Senhor vem a vitória.Pv 21:31
É maravilhoso quando podemos descansar na certeza de que Deus está conosco e vence nossas batalhas. Nas lutas e dificuldades que passamos diariamente, podemos confiar que o Senhor está ao nosso lado e que tudo se resolverá.
Muitas vezes nos afligimos diante de situações que parecem não ter solução e tentamos superá-las com nossas próprias forças e capacidade. Quando não conseguimos, passamos a encarar o fato como um fracasso ou uma derrota, mas, na maior parte delas, o que acontece é que Deus está provando
nossa fé e deseja que tiremos proveito da batalha para nossa edificação pessoal e crescimento espiritual.
Para que sejamos capazes de alcançar grandes conquistas é necessário que, primeiro, mostremos que estamos preparados para transpor pequenos obstáculos. É subindo degrau por degrau que chegamos ao topo de uma escada. Deus saberá que pode contar conosco para realizar grandes coisas quando
formos fiéis nas pequeninas. O importante é que tenhamos plena convicção de que Ele é o responsável por todas as nossas vitórias.
Somos mais do que vencedores -- por Ele. Podemos todas as coisas -- nele. Em todas as nossas conquistas, a glória pertence a Ele. Se estivermos fundamentados nessa fé, a derrota jamais nos alcançará.
Deixe Cristo vencer as suas batalhas, confie plenamente nele, a vitória será sempre certa.

terça-feira, 24 de março de 2009

"O PREÇO DA BENÇÃO"


“Havendo eles passado, Elias disse a Eliseu: Pede-me o que queres que eu te faça, antes que seja tomado de ti. Disse Eliseu: Peço-te que me toque por herança porção dobrada do teu espírito.” (2Reis 2.9)

Diante dos desafios que a vida moderna nos apresenta, todo ser humano tem o desejo de melhorar a sua condição de vida: conseguir um emprego melhor, morar em uma casa maior, ter uma condição financeira que possa satisfazer os anseios e desejos de seus familiares. Se no mundo material, físico, isso acontece, no aspecto espiritual não é diferente. Todos nós, por mais que sejamos “mornos” na fé, vira e mexe queremos conseguir de Deus uma autoridade espiritual maior a fim de melhor servi-Lo. Nosso desejo é o de sair por aí expulsando todos os demônios que cruzarem o nosso caminho; orar e ver paralíticos levantarem, cegos enxergarem e assim por diante. Queremos fazer as coisas que o Senhor Jesus fez enquanto esteve no mundo e mais um pouco como Ele nos garantiu que poderíamos fazer em João 14.12, mas nem sempre estamos dispostos a pagar o preço para sermos usados por Deus.
Observemos alguns aspectos na vida de Eliseu, que pediu porção dobrada do espírito que havia em Elias e vejamos o que podemos aprender com esse grande homem de Deus.
“A Jeú, filho de Ninsi, ungirás rei sobre Israel e também Eliseu, filho de Safate, de Abel-Meolá, ungirás profeta em teu lugar.
Quem escapar à espada de Hazael, Jeú o matará; quem escapar à espada de Jeú, Eliseu o matará.
Também conservei em Israel sete mil, todos os joelhos que não se dobraram a Baal, e toda boca que o não beijou.
Partiu, pois, Elias dali e achou a Eliseu, filho de Safate, que andava lavrando com doze juntas de bois adiante dele; ele estava com a duodécima. Elias passou por ele e lançou o seu manto sobre ele.
Então, deixou este os bois, correu após Elias e disse: Deixa-me beijar a meu pai e a minha mãe e, então, te seguirei. Elias respondeu-lhe: Vai e volta; pois já sabes o que fiz contigo.
Voltou Eliseu de seguir a Elias, tomou a junta de bois, e os imolou, e, com os aparelhos dos bois, cozeu as carnes, e as deu ao povo, e comeram. Então, se dispôs, e seguiu a Elias, e o servia.”( 1Reis 19.16-21)

A começar pelo nome, Eliseu já era um homem como poucos. Eliseu significa “Deus é Salvação”. Com Certeza, quando seu pai Safate escolheu esse nome nem imaginava o quanto seu filho seria usado por Deus, a ponto de só ser ultrapassado nos milagres realizados pelo Senhor Jesus.
“Deus é Salvação”. Alguém que traz em si mesmo o anseio divino de alcançar indistintamente a todos, curando, ressuscitando, salvando a todos quantos cruzassem o seu caminho.
Eliseu foi usado de tal maneira por Deus que se fossemos detalhar os milagres operados através dele, necessitaríamos de muitas páginas para mencioná-los e comentá-los.
Quem não gostaria de ser como Eliseu?
Quem não gostaria de ser usado por Deus como ele o foi?
Imagine. Como você se sentiria se ao estar andando pela rua e encontrar uma viúva necessitada que perdeu todos os seus bens e está a ponto de perder a guarda dos filhos e aflita pede a sua ajuda e lhe oferece apenas uma botija de azeite (2Rs 4.2) como objeto para a solução do problema. Você orar e ver Deus multiplicar aquele azeite de tal forma que ela possa pagar toda a sua dívida e ainda viver do que sobrou?
Se você encontrasse um homem leproso no caminho (2Rs 5) e simplesmente mandasse-lhe um recado para se banhar 7 vezes no Rio Tiête (rio sujo de São Paulo)? Ele fosse e a lepra saísse dele?
Quem não gostaria de ver Deus operar através de sua vida e realizar todas essas coisas? Eu gostaria. E você não? Claro que gostaria!
Só que no reino de Deus as coisas não são adquiridas somente na esfera do desejo, mas são conseguidas na esfera do realizável. E nisso há uma grande diferença porque eu posso ter o desejo de fazer ou conseguir algo, mas muitas vezes não quero fazer nada para que isso aconteça.
Você tem um terreno maravilhoso na praia. De frente para o mar. Você olha para ele e fica idealizando a casa dos seus sonhos. “- Há quando ela estiver pronta! 10 dormitórios, 5 salas, 11 banheiros, garagem para 50 carros...” Passam os anos e você continua sonhando. Você não faz nada para começar a construção. O terreno, você recebeu como parte de uma herança. Você ganha 2 salários mínimos por mês, trabalhando de segunda a sábado... Você tem duas opções: ou você cai na real, como se diz no popular, e vende o terreno, porque você não tem condições nem de construir um cômodo e cozinha; ou procura um emprego melhor.
Sabe o que vai acontecer se você continuar sonhando? O terreno vai continuar lá. Não ficará igual, porque o mato vai cobri-lo a ponto de um dia você for procurá-lo e acabar encontrando uma floresta no local.
Essa é a grande diferente entre o desejar e o realizar.
Eliseu queria a bênção, não importava o preço que tivesse que pagar.
Quando Elias passou por ele e lançou-lhe o manto, Eliseu percebeu que era o momento tão esperado.
Quantas noites na presença do Senhor, buscando preparar-se para aquele momento singular? Eliseu não deixou por menos: pediu logo a porção dobrada. Ele não queria pouca coisa. Ele havia se santificado, se purificado. Estava disposto a tudo para ver seu desejo realizado.
Todos querem mais unção, mas o que temos feito para nos tornarmos aptos a recebê-la?

1 Quando estava o SENHOR para tomar Elias ao céu por um redemoinho, Elias partiu de Gilgal em companhia de Eliseu.
2 Disse Elias a Eliseu: Fica-te aqui, porque o SENHOR me enviou a Betel. Respondeu Eliseu: Tão certo como vive o SENHOR e vive a tua alma, não te deixarei. E, assim, desceram a Betel.
3 Então, os discípulos dos profetas que estavam em Betel saíram ao encontro de Eliseu e lhe disseram: Sabes que o SENHOR, hoje, tomará o teu senhor, elevando-o por sobre a tua cabeça? Respondeu ele: Também eu o sei; calai-vos.
4 Disse Elias a Eliseu: Fica-te aqui, porque o SENHOR me enviou a Jericó. Porém ele disse: Tão certo como vive o SENHOR e vive a tua alma, não te deixarei. E, assim, foram a Jericó.
5 Então, os discípulos dos profetas que estavam em Jericó se chegaram a Eliseu e lhe disseram: Sabes que o SENHOR, hoje, tomará o teu senhor, elevando-o por sobre a tua cabeça? Respondeu ele: Também eu o sei; calai-vos.
6 Disse-lhe, pois, Elias: Fica-te aqui, porque o SENHOR me enviou ao Jordão. Mas ele disse: Tão certo como vive o SENHOR e vive a tua alma, não te deixarei. E, assim, ambos foram juntos.
7 Foram cinqüenta homens dos discípulos dos profetas e pararam a certa distância deles; eles ambos pararam junto ao Jordão.
8 Então, Elias tomou o seu manto, enrolou-o e feriu as águas, as quais se dividiram para os dois lados; e passaram ambos em seco.
9 Havendo eles passado, Elias disse a Eliseu: Pede-me o que queres que eu te faça, antes que seja tomado de ti. Disse Eliseu: Peço-te que me toque por herança porção dobrada do teu espírito.
10 Tornou-lhe Elias: Dura coisa pediste. Todavia, se me vires quando for tomado de ti, assim se te fará; porém, se não me vires, não se fará.
11 Indo eles andando e falando, eis que um carro de fogo, com cavalos de fogo, os separou um do outro; e Elias subiu ao céu num redemoinho. (2Reis 2.1-11)

Nesta caminhada rumo à bênção do Senhor, Eliseu nos ensina, dentre outras coisas, que precisamos passar pelo menos por quatro fases em nossa vida para consegui-la. Os quatro locais por onde passou representam as quatro etapas dessa transformação que ocorreu em sua vida, até o momento de ser abençoado por Deus:

1- GILGAL REPRESENTA O LOCAL DE PURIFICAÇÃO

Precisamos destruir a ponte que nos liga ao mundo.
Tão logo foi tocado pelo manto, que representava o poder de Deus sobre a sua vida, deixou os bois, despediu-se dos seus pais, voltou e matou os bois e com os aparelhos que serviam para arar a terra fez o fogo que consumiu o holocausto e distribuiu a carne entre o povo.
Não havia mais nada que pudesse prendê-lo ao passado. Estava livre para servir ao Senhor.
Queremos a bênção, mas não queremos deixar os nossos hábitos antigos.
Jesus veio ao nosso encontro e nos encontrou, mas nós não tivemos um encontro real com Ele.
Parecemos aquele rapaz rico que ao encontrar com Jesus pergunta ao Senhor o que precisaria fazer para herdar a vida eterna ( Lc 18.18-24).
Para recebermos a bênção do senhor precisamos purificar os nossos corações, limpar toda imundície que há dentro de nós. É necessário “nascer de novo”. Precisamos nos esvaziar do velho homem para que o Senhor possa nos encher com Sua virtude e poder.
Se permanecermos apegados ao mundo e aos seus prazeres fica praticamente impossível a operação do Espírito Santo transformando as nossas vidas. Precisamos abandonar a tudo e a todos que nos prendem ao passado pecador.

GILGAL NOS DESAFIA A ABANDONARMOS A NOSSA VELHA NATUREZA.

2- BETEL REPRESENTA O LOCAL DO DESPRENDIMENTO

Tendo entrado no processo de purificação, Eliseu começou a demonstrar toda a sua fidelidade a Deus.
Os discípulos dos profetas tentaram colocar mais lenha na fogueira, na esperança de que Eliseu se abatesse. Quando lhe disseram que o Senhor haveria de tomar a Elias, ele não deixou por menos e mandou que todos se calassem. E daí em diante, até o traslado de Elias esses discípulos ficaram tentando desanimá-lo, mas não conseguiram.

É EM BETEL QUE NOS LIVRAMOS DOS PESARES, DAS TRISTEZAS E DA DOR.

É em Betel que terminam as forças humanas e começam as de Deus.
Neste momento começam as nossas buscas e lutas no mundo espiritual, as batalhas de oração, as vigílias de oração, as madrugadas com Deus, muitas vezes o jejum para nos quebrantarmos e a constante humilhação diante do Senhor.

NÃO HÁ COMO ENFRENTAR JERICÓ SEM PASSAR POR BETEL.

3- JERICÓ REPRESENTA O LOCAL DAS LUTAS INTERIORES.

As barreiras físicas não são tão difíceis de superar, pior mesmo são as barreiras internas, no nosso intimo, aquelas que ninguém conhece somente Deus.
Porque depois de passarmos por Betel, talvez nos achemos os mais espirituais. Talvez seja esta uma das barreiras mais difíceis de transpor.
Ninguém pode nos ajudar.
Não adianta dinheiro.
A oração e o jejum dos irmãos ajudam, mas não resolvem.
A luta é nossa. Cabe somente a nós mesmos o empunhar a lança e lutar.
Quando chegarmos a Jericó será necessário vermos cair as muralhas dos preconceitos denominacionais, da amargura, do ressentimento, das briguinhas tolas, da vaidade, do orgulho, da mentira (dizer que já temos a bênção quando não a temos), da incredulidade...
É a hora de deixarmos de nos espelhar no irmão ou no líder e olharmos firmemente para o Autor e Consumador da nossa fé, Jesus, como nos ensina o autor da carta aos Hebreus.

4- JORDÃO REPRESENTA O LOCAL DA PRESENÇA DE DEUS

Muitas vezes ficamos imaginando que a bênção do Senhor irá se manifestar em locais maravilhosos, jardins verdejantes, mas às vezes, Deus pode se revelar em locais sem grandes ou nenhum atrativo.

O JORDÃO ERA A DIVISA ENTRE O FINAL DA LUTA E O RECEBER DA BÊNÇÃO.

O Jordão representa o momento da dificuldade que se nos apresenta, mas representa também o milagre de Deus em nossa vida.
Quando chegamos ao Jordão, o nosso desejo de receber a bênção é tão grande que nem cogitamos retornar. Precisamos atravessá-lo, mas como fazê-lo sozinhos?
É nesse momento que Deus começa a operar os seus milagres. Já não alardeamos que fizemos isso ou aquilo porque compreendemos que por nós mesmos não conseguiríamos realizar nada, mas que foi o Senhor quem fez tudo e fomos apenas o instrumento usado por Ele naquele momento para realizá-lo.

AO ATRAVESSARMOS O JORDÃO DEVEMOS PROSSEGUIR COM PERSEVERANÇA E DETERMINAÇÃO.

Eliseu não relaxou ao passar pelo Jordão. Ao contrário, ficou ainda mais ligado em Elias. Parecia que tinham passado “super bond” para colar os dois, de maneira que não podiam se separar.
Quando Elias é levado pelo Senhor numa carruagem de fogo, Eliseu contemplou-o e deve ter tomado um susto daqueles. Mas refeito do susto tomou consciência do que viria.

AGORA ERA ELE E DEUS!

O Senhor havia recompensado o seu esforço e principalmente sua sinceridade, seu desejo de receber mais poder para melhor servi-lO. Mas o trabalho estava apenas começando para Eliseu, pois há quem muito é dado muito lhe será cobrado e vemos ao longo da Bíblia que sua vida foi pautada pela firmeza na mensagem que Deus lhe deu.
Conclusão.
Deus tem prazer em abençoar, mas espera que nos esforcemos, que façamos a nossa parte para conseguir a bênção, para que a valorizemos.
Se você deseja ser um vaso precioso nas mãos do Senhor, se prepare para passar por Gilgal (local da purificação), por Betel (local do desprendimento), por Jericó (local das lutas interiores) e pelo Jordão (local da presença de Deus).
Conseguida a bênção seja perseverante e viva com determinação, fazendo tudo para que o nome do Senhor Jesus Cristo seja glorificado através da sua vida.
Que Deus o abençoe e use grandemente.
Antonio Carlos

ESTÁ BELA REFLEXÃO FOI ENVIADA PELO AMADO IRMÃO ANTONIO CARLOS DO BLOG: http://procurandoosperdidos.blogspot.com/ VISITE O BLOG DO IRMÃO E SEJA ABENÇOADO TAMBEM.. SHALOMMMMMMM

domingo, 22 de março de 2009

ESPIRITO DE ADORAÇÃO!


Leia: 1 Crônicas 16.7-36
Adorar é uma prática universal, pois é necessidade humana procurar transcender a sua existência terrena, buscando sentido para sua vida. Todos os seres humanos, em algum momento de suas vidas, sentem essa necessidade, anseiam por um contato com o sobrenatural, um contato com Deus. Para os cristãos, toda adoração deve ser dirigida exclusivamente a Deus.
O mais é idolatria. A adoração deve ser feita com sinceridade e verdade, pois Deus não se impressiona com rituais, pois vê o coração — "Deus é espírito, e é necessário que os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade". (João 4.24) Há várias formas de adoração. Adoramos no culto, quando juntos com o povo de Deus celebramos a bênção de ter Deus como Pai. Adoramos no dia-a-dia, vivendo uma vida de gratidão e reconhecimento por sua bondade. Adoramos na vida, quando procuramos desenvolver uma santidade que agrade a Deus, quando praticamos o que dele recebemos como instrução. Adoramos em serviço aos irmãos, quando estendemos nossa solidarie-dade àqueles que sofrem.
A adoração apenas num templo, sem vida prática e sem serviço ao próximo, fica incompleta, vazia, como um sino que toca, sem nada anunciar.
Pense:
Adorar a Deus e servir aos homens é a expressão máxima de vida cristã.
Ore:
Amado Pai e Senhor. Coloco-me humildemente diante de ti, em espírito de adoração. Tu és o meu Deus e Senhor! Quero adorá-lo, quero amá-lo e quero servi-lo de coração. Em Cristo Jesus. Amém!

quinta-feira, 19 de março de 2009

QUANDO A IGREJA FRACASSA


Muito importante para uma análise atual do comportamento de muitas igrejas e grupos tidos como evangélicos e respaldados na Palavra de Deus é o comentário emitido pelo irmão Almir dos Santos Gonçalves Júnior em 1995 no seu livro “Quando a Igreja Fracassa- Sinalizando à igreja sobre alguns perigos modernos que podem levá-la ao fracasso” ,acerca do perigo que estamos correndo quando deixamos que a Igreja, muitas vezes sem o perceber, perca a sua identidade com os ditames bíblicos.
O texto que extraímos refere-se a um dos tópicos analisados pelo irmão sobre algumas formas pelas quais a Igreja perde a sua identidade.

A PERDA DA IDENTIDADE PELA NOVIDADE
(...) grande área que desfigura a identidade original da Igreja de cristo como agência de Fé, Amor e Esperança é a ênfase que estamos dando à necessidade de levar a igreja a falar a linguagem moderna ou a adotar os padrões de comunicação do mundo de hoje, com o fim de torná-la atuante e dinâmica e em condições de atrair os perdidos.
Essa preocupação é extremamente grave, pois ela vem atingir aquilo que de mais importante a igreja trouxe consigo do passado e que vem a ser exatamente a própria razão de ser da sua existência: o ato do culto.
Sim, porque tudo o mais que a Igreja hoje representa é secundário ou subordinado ao ato de culto a Deus. O estudo bíblico, o preparo dos crentes, a pregação do evangelho, o relacionamento fraterno entre os irmãos, as ações sociais em favor dos marginalizados, embora eminentemente implícitos no ato de culto, tudo isto se organizou depois, muito depois que a Igreja se constituiu em sua gênese.
Ela surgiu no tempo ainda quando sequer tinha esse nome, pela necessidade do homem em cultuar, em adorar e em reverenciar o ser supremo que ele sentia existir acima dele. Foi assim quando, depois do pecado original, sem que soubéssemos por que, Caim e Abel cultuaram a Deus pelas primícias de suas obras. Depois, quando Enoque, numa forma de culto que devíamos copiar, andava com Deus. O mesmo que Noé, seu bisneto, iria fazer. E, mais tarde ainda, quando Abraão, depois que o Senhor lhe falou ao pé do carvalho de Moré, construiu ali um altar...
O começo está aí. Abraão em Moré, Jacó em Betel, Isaque no Negebe, nada mais faziam do que os seus antepassados Caim, Abel, Enoque e Noé fizeram. A busca do ser criado pelo relacionamento com o ser Criador: o cultuar!
O que eles não sabiam é que, com esses atos isolados, estavam dando origem àquilo que muito mais tarde seria denominado Igreja. No inicio da revelação divina ao homem eles foram os instrumentos para que a noção de culto e reverência ao Pai se fizessem presentes na vida.
Com o crescimento do povo da promessa feita a Abraão, essa necessidade terá que ser repassada a todos os integrantes dessa grande família. Assim é que Moisés, depois de ter, como os seus pais do passado, cultuado a Deus sozinho, em Horebe, vai receber desse mesmo Deus a ordem de construção do tabernáculo: “E me farão um santuário, para que eu habite no meio deles” (Ex 25.8).
Com a construção do tabernáculo por Moisés e depois com a transformação dele em templo por Davi e Salomão, o sentido de um local em especial de culto a Deus se tornará definitivamente arraigado na consciência do povo, até a vinda do Filho de Deus. Embora isso tenha trazido algumas distorções, e era necessário que assim acontecesse para que a noção de igreja e não de templo se enraizasse na comunidade dos santos que iria se formar após a morte e ressurreição do Cordeiro de Deus.
Ali uma transformação radical vai ocorrer, quando com o sacrifício de Cristo no Calvário, o véu do templo se rasga, fracionando-se de alto a baixo em mil pedaços, talvez num simbolismo marcante de que a partir daquele momento o local de culto não mais seria exclusivamente o templo de Jerusalém. Mas aquele da reunião dos crentes em Cristo, onde quer que eles se encontrassem, por toda parte do mundo: “Pois onde se acham dois ou três reunidos em meu nome, aí estou no meio deles”( Mt 18.20 ). Ainda em João 4.21-23, o mesmo Jesus vai antecipar isso à mulher samaritana: “Mulher, crê-me, a hora vem, em que nem neste monte, nem em Jerusalém adorareis o Pai (...). Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem.”
A igreja neotestamentária vai cumprir isso à risca, reunindo-se onde quer que fosse possível e com qualquer número de pessoas: nas dependências do próprio templo logo no início, num cenáculo em alguma casa de Jerusalém,na casa de Cornélio, em Cesaréia, em Samaria, na casa de Felipe, nas sinagogas por onde Paulo passava, à beira do rio em Filipos, na praia em Mileto, na casa de Filemom, em Colossos. Não importava mais o lugar, pois a igreja levava o templo consigo, já que o ato de culto era a razão de ser principal da vida do crente que, salvo pelo amor de Cristo queria agora cultuar de forma expressiva o Deus de toda a revelação.
E esse culto, que não tinha mais o aparato do templo, tinha deixado também o ritualismo das práticas, o cerimonialismo do sacerdócio, o simbolismo do sacrifício, e tudo o mais que estava contido no culto do Antigo Testamento, pois a igreja, sim agora efetivamente Igreja, adentra-se “pelo caminho que ele nos inaugurou, caminho novo e vivo, através do véu, isto é, da sua carne (...)” (Hb 10.20).
O culto voltava assim às suas origens de reação intima e pessoal do crente na presença do Altíssimo. Embora em culto público, o que importa agora é a presença de deus em cada um dos participantes, de forma que individualmente estejam em culto, e não mais o rumor da multidão, o soar das trombetas, o brilho dos instrumentos, a fumaça no altar... A época ritualística havia passado, para deixar as suas marcas e simbolismos como inspiração, mas o evangelho que se iniciava vinha despojado dos símbolos do Antigo Testamento, em razão do novo memorial instituído por Cristo, com a singeleza do batismo e a simplicidade da Ceia do Senhor, que intrinsecamente representam o que o culto hoje deve ser.
A verdade também é que a própria falta de recursos materiais da Igreja cristã primitiva tornava o culto, agora, muito mais uma expressão do íntimo do crente do que uma manifestação com aparatos do rei e seus príncipes ou do clero sacerdotal. Templo não tinham. A arca da aliança havia desaparecido, e dela não precisavam. Vasos de ouro para os serviços eram agora inúteis e desnecessários. Candelabros e castiçais tinham sido substituídos pela Luz que para sempre brilharia. O altar do sacrifício fora destruído, pois se tornara ocioso e inócuo, desde o Gólgota. Enfim, o culto passaria a ter agora a marca da presença do Espírito Santo de Deus, convidando a igreja à reverência, à exaltação e à reflexão na vida de cada um dos seus membros, reflexão esta que, finalizando o processo, deve predispor o crente para a vida santa e produtiva.
Assim, o aspecto de riqueza e magnificência do culto nos tempos de Salomão no Antigo Testamento vai ceder lugar à simplicidade e submissão do culto do Novo testamento:
- o culto no qual Jesus ensinava aos discípulos, orava com eles, depois, cantavam um hino e, então saiam...
- o culto em que Paulo e Silas oravam e cantavam hinos diante dos presos no cárcere em Filipos...
- o culto que Paulo, escrevendo aos crentes em Éfeso, recomendava: “falando entre vós em salmos, e hinos, e cânticos espirituais, cantando e salmodiando ao Senhor no vosso coração” (Ef 5.19).
Esse tipo de culto atravessou os séculos e chegou até os nossos dias. Sem dúvida, houve tentativas de modificações em toda essa trajetória, mas basicamente ele sobreviveu a tudo de mudança que aconteceu no mundo ao seu redor, em seus 20 séculos de prática e convivência.
Hoje, quando a Igreja de Cristo se reúne, embora estejamos alojados em templos modernos, com iluminação fluorescente, ar-condicionado ambiente, aparelhagem de som adequada, carpetes sob os pés, bancos estofados, vestidos de acordo com a última moda da estação, tendo sido trazidos para a igreja em carros de última geração, a nossa forma de culto deve respeitar aquela que, contida na Palavra de Deus, é a única que agrada a ele:
- O culto reverente, no qual a presença dele seja o fato mais importante e sensível aos participantes. A Bíblia, do Antigo ao Novo Testamento nos ensina isto: “tira os sapatos dos pés; porque o lugar em que tu estás é terra santa” (Ex 3.5); “Guarda o teu pé, quando fores à casa de Deus” (Ec 5.1); “E disse-lhes: Está escrito: A minha casa será chamada casa de oração” (Mt 21.13).
- Culto de adoração e louvor, em que a pessoa de Deus é que seja efetivamente exaltada, e não os intérpretes ou intermediários que atuam ou cultuam. Novamente o Antigo e o Novo Testamentos nos ensinam: “Eu não tenho prazer em vós, diz o Senhor dos exércitos, nem aceitarei oferta da vossa mão” (Ml 1.10). “Portanto vos ajuntais, não para melhor, mas para pior” (1Co 11.17); “Quando vos congregais (...) Faça-se tudo para edificação” (1Co 14.26); “Porque Deus não é Deus de confusão, mas sim de paz” (‘Co 14.33).
- O culto de reflexão e introspecção, no qual a operação do Santo Espírito de Deus conduza a uma tal atmosfera de sentimento e avaliação interiores, que todos os participantes, ao dali saírem, não importa há quanto tempo sejam ou não crentes, o façam sempre como novas criaturas em Cristo Jesus. Mais uma vez o Antigo e o Novo Testamentos nos previnem: “Então disse eu: Ai de mim! Pois estou perdido (...) e os meus olhos viram o rei, o Senhor dos exércitos!” (Is 6.5); “e os olhos de todos na sinagoga estavam fitos nele” (Lc 4.20); “Portanto mandei logo chamar-te, e bem fizeste em vir. Agora pois estamos todos aqui presentes diante de Deus, para ouvir tudo quanto te foi ordenado pelo Senhor” (At 10.33).
Sim, porque o culto a Deus deve conter tudo aquilo que está sintetizado em Isaías capítulo 6, texto que para os estudiosos da liturgia expressa o ideal maior em termos de culto, encontrado na Palavra de Deus: adoração e louvor (v.3), contrição e confissão (v.5), proclamação e consagração (v.8), partes estas que têm que possuir como envoltório e envolvimento propícios ao ambiente em que devem transcorrer os sentimentos de reverência, exaltação e reflexão a permear a real participação de cada vida presente ao ato:
- Reverência diante do Senhor de todas as coisas que ali está presente! Exaltação sincera diante do Deus Todo-Poderoso que governa o mundo e o Universo! Reflexão intima diante do Deus que tudo sabe e que conhece os nossos pensamentos! Ou seja, um verdadeiro ato de culto ao Deus Onipresente, Onipotente e Onisciente, que fazia um Moisés esconder o rosto (Ex 3.6), um Isaías sentir-se perdido (Is 6.5), o Cristo curvar-se de joelhos (Lc 22.41)!
Mas a grande verdade é que o culto moderno está tentando de tudo, menos aqueles atributos básicos de sua gênese e razão de ser, atributos esses expressos não na aparente contrição imposta pelo ambiente, mas na reverência sincera e íntima da alma contrita diante de Deus. Não no louvor de esgares ou trejeitos, mas na exaltação sublime, porém discreta. Não na emoção que leva ao ativismo, mas na reflexão que conduz à disposição para o viver cristão! Tudo isso porque o culto sempre foi algo especial para a vida interior do homem e não para o seu aspecto exterior.
As igrejas de hoje corem o perigo de, para se sentirem possuidores da linguagem moderna da comunicação, donas dos padrões da modernidade do marketing, atraentes às multidões e atualizadas, terem que apelar para as novidades mais esdrúxulas e mesmo ridículas no ato do culto.
Neste festival, e não culto, há de tudo:
- os que sopram o espírito...
- os que o lançam por intermédio de suas vestes...
- os que gritam e se arrojam ao chão...
- os que contam testemunhos das coisas mais pueris, como se milagres fossem...
- os guias espirituais em mangas de camisa que descem do púlpito a pretexto de melhor comunicar...
- o pouco caso que se dá ao estudo bíblico, que é tido como algo ultrapassado, pois “o que Deus aprecia mesmo é o êxtase do louvor”...
- os óculos jogados fora, pois “Deus vai curar a sua visão”, ou a boca aberta para mostrar os dentes de ouro recebidos do Senhor...
- os convites para ofertas parceladas, de acordo com as bênçãos que se pretende receber...
- a algaravia ou confusão de palavras, à guisa de falar línguas estranhas, como manifestação de poder, santidade e espiritualidade...
- o anúncio de prosperidade, solução para os problemas de emprego e família, milagres e sinais, ridículos muitas vezes, e quase sempre de comprovação duvidosa ou pelo menos dúbia...
Pior ainda é que há pastores, sinceros e bem-intencionados, que embarcam nessa onda, na justificativa de que o nosso povo tão sofrido e desesperançado precisa mesmo disso. Afinal de contas, justificam, “esse povo precisa de alguma ilusão”, do aceno de algo que o atinja e toque no aspecto emocional, para sustentá-lo e motivá-lo, como se o evangelho de Cristo fosse algum analgésico ou estimulante psíquico, para ser ministrado às pessoas em doses paliativas e regulares.
E por aí vai a igreja de nossos dias, perdendo a sua identidade de fé, esperança e amor, que se expressa pela experiência íntima de reverência, exaltação e reflexão que seus cultos devem transmitir, em prol de uma dita, ou melhor, maldita modernidade ou novidade, que tem que ser adotada para mantê-la de pé, segundo os seus lideres, quando na realidade a está levando para o fundo da degradação e do descrédito de pelo menos uma boa parte da sociedade de hoje, pela descaracterização de sua identidade.
Num de seus sermões, o Padre Antonio Vieira (1608-1697), em pleno século XVII, já clamava contra isso:” Não temo o que é novo por ser novo...temo perder o que é velho, simplesmente por ser velho”.
Se isto já acontecia há 300 anos, o que não dizer do problema em nossos dias?... As coisas antigas estão sendo desprezadas, postas de lado, unicamente por serem antigas. Aquilo que foi provado, testado e comprovado ao longo de anos de uso e de resultados positivos é ridicularizado, achincalhado, unicamente por ser antigo ou velho.
Logicamente a posição da igreja também não deve ser contrária à novidade simplesmente por ser novidade, mas apenas que o antigo não deve ser jogado fora unicamente porque surgiu algo novo. A manutenção de formas e conceitos antigos é fundamental para que, pela análise dos fatos novos, possamos encontrar os melhores caminhos para o amanhã, sem desprezar o antigo, nem mesmo o novo.
Este embate atinge a nossa sociedade em todos os seus segmentos: em nosso lar, no mundo profissional, na indústria de alimentação, na área da informática, no campo dos aparelhos eletrônicos, no setor dos automóveis, no contexto da tecnologia de ponta e também na igreja. Os que procuram ser cautelosos com as novidades e zelam pela manutenção das formas tradicionais ou antigas são chamados de retrógrados, antiquados, conservadores e até mesmo num misto de zombaria e ridículo, de quadrados. Ou seja, o relógio que funciona a corda não presta mais, pois hoje existe oi quartzo.
O que me espanta é que os críticos dessa postura eclesiástica mais tradicional não se apercebem de que, em matéria de culto a Deus, os parâmetros já foram estabelecidos até há dois mil anos. Não podemos escrever outra Bíblia! Não podemos modificar os padrões que, de uma forma sublime e maravilhosa, foram implementados pelo próprio Senhor do culto. Ele mesmo exigiu isso, por meio de recomendações taxativas que, embora se apliquem a diversas outras áreas do viver cristão, hoje são também muito próprias para o cuidado que devemos ter com o culto:
- em Provérbios 22.28, o sábio escritor sacro exclama: “Não removas os limites antigos que teus pais fixaram”;
- em Jeremias 6.16, o profeta ouvia de Deus uma declaração categórica diante de um povo que sofria as conseqüências de ter se afastado de sua vontade: “Ponde-vos nos caminhos, e vede, e perguntai pelas veredas antigas, qual é o bom caminho, e andai por ele; e achareis descanso para as vossas almas. Mas eles disseram: Não andaremos nele”;
- em 2Tessalonicenses 2.15, o apóstolo que rompeu com o tradicionalismo judaico vai dizer agora, a respeito da novidade do culto cristão: “Assim, pois, irmãos, estai firmes e conservai as tradições que vos foram ensinadas, seja por palavra, seja por epístola nossa.!
Ou seja, a igreja, o evangelho, o viver cristão não devem ser movidos açodadamente pelos ventos da modernidade. Eles não precisam disto, pois o Senhor os renova naquilo que é fundamental e verdadeiro: em sua mensagem e poder transformador:
- o viver cristão há que ser mesmo conservador, pois parte de uma experiência duas vezes milenar...
- o evangelho há que adotar mesmo padrões tidos com antigos, preconceituosos até, como acusam os críticos modernos, porque repousa em conceitos que já têm vinte séculos de aplicação...
- a igreja há que ser mesmo tradicional, porque é a porta-voz para um mundo que se transforma a todo instante, de um Deus que nunca muda, que foi, que é, e que será!
O que precisamos apreender, para então proceder com retidão diante de Deus,é que o culto é essencialmente um ato memorial. Tal como a ceia e o batismo que foram constituídos como ordenanças pelo Senhor Jesus e praticados pela igreja desde o seu início, em observância estrita ao que ele determinou, assim deve ser a nossa presença no culto.
Naturalmente algumas adaptações tiveram que ser feitas: os cálices para uma multidão, os porta-cálices, o pão previamente partido, o vinho ou o suco da fruta colocados de antemão nos recipientes, bem como a construção de batistérios, a roupa dos batizandos etc. Foram formas que a Igreja, através dos tempos, teve que encontrar para se ajustar às suas circunstâncias, mas intrinsecamente quando estamos participando de tais cultos, estamos remontando aos tempos de Cristo, quando ele os instituiu na sua simplicidade e singularidade.
Assim deve ser como tudo o mais que se relaciona ao culto da Igreja de Cristo em nossos dias:
A Fé, a Esperança e o Amo têm que ser transmitidos a todos os participantes: pela atmosfera de reverência que devemos ter diante dele, pelo sentimento íntimo de exaltação pessoal que devemos sentir na presença dele, pelo sentido de reflexão que devemos alcançar, em decorrência da mensagem que dele recebemos, e que nos conduz à vida e ao serviço! E não pelos modismos e novidades que nada têm a ver com a sua origem divina e com a prática que a Bíblia nos ensinou.
Foi Giuseppe Verdi (1813-1901), o notável compositor italiano, que em pleno século passado, diante das inovações que tentavam mudar a música a que se dedicava, exclamou, como uma inspiração para nós: “Voltemos ao antigo! Será um progresso!” Se no campo da música é assim, para nós, crentes, voltar à e intensa espiritualidade, era sempre um progresso, um enorme progresso.”
(Texto retirado na íntegra do livro “Quando a Igreja Fracassa” de autoria de Almir dos Santos Gonçalves Júnior- JUERP-1995)

ESTÉ TEXTO FOI RETIRADO DO BLOG: http://procurandoosperdidos.blogspot.com
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